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Foi enterrada a primeira vítima da crise polítca no Líbano

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Foi enterrada a primeira vítima da crise polítca no Líbano

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A capital libanesa assistiu, sob forte tensão, às exéquias fúnebres do jovem de 20 anos, morto no domingo à noite, nos confrontos entre manifestantes hostis ao governo e as forças da ordem, num bairro xiita dos arredores da cidade. Foram os primeiros actos de violência desde que começou, na sexta-feira, a grande manifestação da oposição xiita, pró-síria, frente à sede do governo em Beirute, para exigir a demissão do executivo

Na segunda-feira à noite, voltou a haver confrontos nos bairros periféricos da cidade. Duas pessoas ficaram feridas. As Forças de Segurança Interna acusam os manifestantes da oposição de estarem na origem da violência. Os organizadores da manifestação têm repetido os apelos aos seus partidários para que não ataquem nem provoquem os habitantes da cidade que não participam na acção de protesto.

Há cinco dias que milhares de pessoas estão concentradas nas proximidades do Grand Sérail, o edifício sede do governo. O primeiro-ministro continua a dizer que não cede às pressões da rua. Siniora afirmou esta terça-feira: “Não há outra solução para além do diálogo. De outra forma o nosso país transformar-se-à num espaço de conflito entre as diferentes facções e os seus aliados”.

Diálogo é o apelo que chega do mundo inteiro. Desde o fim-de-semana que se multiplicam os esforços diplomáticos para encontrar uma saída para a crise, sem resultados. Um forte dispositivo militar controla os grandes eixos de Beirute. Teme-se que a tensão latente degenere em violência.