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Polícia britânica investiga em Moscovo morte de Litvinenko

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Polícia britânica investiga em Moscovo morte de Litvinenko

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Os oficiais da secção anti-terrorista da Scotland Yard começaram, esta terça-feira, em Moscovo, a investigação no âmbito do inquérito sobre o envenenamento do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko. Uma missão que poderá encontrar dificuldades. As autoridades penitenciárias russas já afirmaram que não permitirão que a polícia britânica encontre Mikhaïl Trepachkine, um antigo membro dos serviços secretos russos, a cumprir pena de prisão, por alegadamente ter divulgado segredos de Estado.

Os advogados de Trepachkine tinham feito saber aos investigadores que o seu cliente tinha informações úteis para o inquérito, apressando os agentes a recolherem os depoimentos porque, afirmaram, a vida de Trepachkine corre perigo. De qualquer forma, o procurador russo, Yuri Tchaïka, garantiu, em conferência de imprensa, que “as pessoas que forem acusadas serão julgadas pela justiça russa”, porque, “de acordo com a constituição, não é possível extraditar cidadãos russos para serem julgados no estrangeiro”.

Tchaïka afirmou ainda que a Rússia não registou qualquer desaparecimento de polónio 210, afastando a ideia de que a substância altamente radioactiva que matou Litvinenko tenha como origem um reactor russo. Os investigadores pretendem ainda encontrar os dois homens que se encontraram com Litvinenko, no dia em que este começou a sentir os primeiros sintomas de envenenamento. O caso cria tensão entre Londres e Mosocovo. Apesar das dificuldades, a Grã-Bretanha mostra-se confiante na cooperação das autoridades russas.