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Golpistas nomearam novo primeiro-ministro nas Fidji

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Golpistas nomearam novo primeiro-ministro nas Fidji

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Um dia depois do golpe militar que derrubou o governo das ilhas Fidji os militares ocuparam o parlamento e nomearam um novo primeiro-ministro. O país encontra-se em estado de emergência em vigor pouco depois do líder golpista, o contra-almirante Voreqe Bainimarama, ter anunciado em Suva, na capital, que assumirá o controlo do país a partir de hoje. Sem derramamento de sangue os militares entraram no Senado, onde decorria o debate sobre o orçamento, e ordenaram a saída dos deputados.

Os golpistas estabeleceram um cordão militar em torno da capital e admitem a possibilidade de ser decretado o recolher obrigatório. Sem alternativa o chefe do governo deposto, Laisenia Qarase que os militares acusam de corrupção, reuniu o o gabinte da sua própria casa. Contado com apoio interno e externo Qarase exortou a população a manifestar-se pacificamente pela Democracia.

Este é o quarto golpe de Estado, em menos de 20 anos, naquele arquipélago do Pacífico sul, que se tornou independente em 1970, apóscerca de um século de colonização britânica. O golpe militar foi condenado pela comunidade internacional e vários países, como a Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelàndia, suspenderam de imediato a ajuda económica e militar.Para o turismo, uma das principais fontes de recurso do país trata-se de um duro golpe.