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Italiano aponta pista russa para morte de Litvinenko

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Italiano aponta pista russa para morte de Litvinenko

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Mario Scaramella deixou o hospital londrino sem sintomas de envenamento radioactivo com Polónio 210. A morte do russo Alexander Litvinenko no dia 23 de Novembro, contaminado com a substância radioactiva, continua a fazer correr muita tinta. O italiano encontrou-se com o russo no dia 1 de Novembro para o avisar que ambos constavam de uma lista de alvos a abater.

Em declarações à imprensa transalpina, Scaramella afirmou estar na posse de vários documentos, incluíndo manuscritos, provenientes de todos os seus contactos no mundo da espionagem, entre eles Alexander Litvinenko. Para o italiano, a pista a seguir implica antigos espiões russos.

A opinão do analista russo Pavel Felgengauer vai no mesmo sentido: “Este é o primeiro caso documentado de utilização de Polónio 210 como veneno na história mundial do crime. Isto foi feito por uma grande organização, é certo, não podia ser feito por um pequeno grupo de gente. Uma organização que envolve cientistas nucleares, um reactor nuclear em funcionamento, laboratórios nucleares e especialistas em diversos campos. Por isso, isto é um trabalho para organizações estatais.” Entretanto os inspectores da Scotland Yard começaram a trabalhar na terça-feira em Moscovo. A justiça russa preveniu que a sua margem de manobra seria limitada.