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"Seis" falham acordo sobre nuclear iraniano


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"Seis" falham acordo sobre nuclear iraniano

Os “seis” continuam sem conseguir chegar a acordo sobre o nuclear iraniano. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) mais a Alemanha sentaram-se à mesa das negociações no Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, em Paris, às 18h locais, menos uma hora em Lisboa. Apesar das divergências conhecidas mesmo antes do início da reunião, o chefe da diplomacia francês apelava à união e mostrava-se confiante sobre um acordo.

Douste-Blazy tinha razões para isso. Antes de partir para Paris, Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, anunciava mudanças na posição de Moscovo, que juntamente com Pequim tem-se oposto às pretensões norte-americanas de sancionar o Irão.

Lavrov referiu que “o fim das exportações de tecnologia, materiais e serviços relacionados com o nuclear é uma medida que de ser apoiada”, enquanto o Irão recusar suspender o seu programa de enriquecimento de urânio. Poucas horas antes do início da reunião em Paris, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, advertiu
que o Irão reverá as suas relações com a União Europeia se a UE continuar a apoiar propostas contra o programa nuclear do país.

No seu discurso proferido em Sari, no norte do país, o presidente iraniano não precisou as medidas a tomar, mas o Irão pode retirar os seus embaixadores das capitais europeias, dificultando a obtenção pelas empresas europeias de contratos na indústria petrolífera, ou impor sanções aos produtos europeus.

De qualquer das formas, trata-se da primeira vez que Ahmadinejad ameaça baixar o nível das relações com a Europa que, colectivamente, é o seu maior parceiro comercial.

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