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Scotland Yard considera crime morte de Litvinenko

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Scotland Yard considera crime morte de Litvinenko

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A investigação sobre o caso Litvinenko entrou numa nova fase. A polícia britânica começou a investigar a morte do antigo espião russo como se se tratasse de um crime. Em comunicado a Scotland Yard afirmava, na quarta-feira, que os investigadores já reuniram provas suficientes para considerarem que Litvinenko foi assassinado. Litvinenko, um opositor declarado do presidente Vladimir Puitin, morreu no passado dia 23 de Novembro, três semanas após ter sido envenenado com Polónio 210.

Esta nova etapa nas investigações é anunciada ao mesmo tempo que as autoridades britânicas dizem ter encontrado vestígios de polónio 210 na embaixada do Reino Unido em Moscovo, mas em quantidades que não apresentam qualquer risco para a saúde pública.

Entretanto, os agentes britânicos que se encontram na capital russa já questionaram Dmitri Kovtun, um antigo agente dos serviços secretos russos. Kovtun e Andrei Lugovoi, também ele um antigo espião do KGB, encontraram-se com Litvinenko, no Hotel Millenium, em Londres, no dia 01 de Novembro, ou seja pouco tempo antes do ex-espião russo começar
a sentir os sintomas do seu envenenamento.

Lugovoi só deverá ser ouvido pelos investigadores esta quinta-feira por estar a ser também ele tratado num hospital moscovita por sintomas de envenenamento. O académico italiano Mario Scaramella, também contaminado com polónio 210, abandonou o hospital onde estava internado, no centro de Londres, por não manifestar quaisquer sintomas graves associados à substância radioactiva. Scaramella, que se encontrou com Litvinenko no dia em que este foi envenenado, deve agora regressar a Itália.