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Protestos podem subir de tom em Beirute

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Protestos podem subir de tom em Beirute

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A manifestação em frente à sede do governo libanês já dura uma semana e pode tornar-se mais intensa, o aviso foi feito pela oposição. Esta quinta-feira o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, discursou através de uma ligação por vídeo. Disse que “a porta das negociações está aberta, mas os protestos não vão ser abandonados antes das metas que salvam o Líbano serem cumpridas”. O principal objectivo da oposição, que inclui, além do Hezbollah, outras facções pró-sírias, e o partido cristão do general Michel Aoun, é o estabelecimento de um governo de unidade nacional.

O primeiro-ministro Fouad Siniora, recebeu esta quinta-feira uma delegação sudanesa que pretende mediar o conflito. O chefe de governo reiterou que o executivo “vai manter-se fiel aos princípios, mas que ao mesmo tempo está aberto ao diálogo e que vai continuar a estender a mão à oposição. Não é ser fraco mas sim assumir um compromisso com a união de todos os libaneses”, sublinhou o primeiro-ministro.

A situação é tensa. O governo libanês acusa a oposição de tentar impedir a criação de um tribunal que julgue os responsáveis pela morte do antigo primeiro-ministro, Rafic Hariri. Por seu lado, o Hezbollah diz que membros do executivo fizeram pressão em Washington para motivar a acção armada israelita contra o Hezbollah em Julho.