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Supermercados britânicos acusados de escravidão

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Supermercados britânicos acusados de escravidão

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Várias cadeias britânicas de supermercados são acusadas de utilizar mão-de-obra escrava no Bangladesh, onde há trabalhadores sujeitos a mais de 80 horas de trabalho por semana, por um salário de sete cêntimos por hora. Estes trabalhadores, sobretudo mulheres, fabricam roupas que são depois vendidas por cadeias como a Asda, a Tesco ou a Primark. Estas empresas prometeram limitar a semana de trabalho e pagar salários dignos, mas isso não está a ser respeitado pelos fornecedores. A acusação surgiu no relatório de uma ONG, a War on Want, que denuncia este tipo de situações.

O Bangladesh está no fim da lista, quando se compara o salário mínimo de vários países em redor do globo. Se em França 8,27 por hora é o mínimo que se pode pagar a um empregado, no Bangladesh esse valor é de apenas sete cêntimos, menos que na China ou na Índia, onde os salários são também muito baixos.

A War on Want publica no relatório várias entrevistas com trabalhadores, onde são denunciadas situações de exploração, chantagem e assédio sexual. Um dos inquiridos diz que só assim se conseguem camisas a menos de cinco euros, ou promoções do tipo “leve três e pague duas”. Só a Tesco e a Asda, gigantes da distribuição no Reino Unido, têm mais de 2000 lojas espalhadas pelo país. A Primark é uma cadeia mais pequena, com 160 lojas, que pertence ao grupo Associated British Foods.