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Viúva de Litvinenko põe em causa inocência das autoridades russas na morte do marido

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Viúva de Litvinenko põe em causa inocência das autoridades russas na morte do marido

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A viúva de Alexander Litvinenko revelou que acredita na versão do seu marido de que altos responsáveis russos terão responsabilidade na sua morte. Numa entrevista à comunicação social, Marina Litvinenko disse que não quer colaborar com a investigação de Moscovo sobre o alegado homicídio do marido porque a considera um inquérito viciado.

Explicou que não se pode escapar do FSB, a polícia secreta russa, e que Litvinenko tinha começado a falar abertamente sobre crime. Medindo as palavras disse que não podia assegurar que foram essas pessoas que o mataram mas tem certeza que não perdoaram a figura incómoda que representava.

A viúva falou ainda aos jornalistas dos últimos momentos de vida do seu marido, antigo agente da polícia secreta, exilado em Londres e conhecido por ser um crítico feroz do regime do presidente Putin.

Litvinenko morreu no dia 23 de Novembro, contaminado com Polónio 210, após 22 dias de internamento hospitalar. Foi a enterrar a 7 de Dezembro. Desde então a investigação da Scotland Yard tem revelado vestígios de radioactividade em vários locais e no organismo de algumas pessoas. Os testes a dois polícias encarregues do inquérito também registaram contacto com a substância.