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Chile: tudo, salvo indiferença à morte de Pinochet

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Chile: tudo, salvo indiferença à morte de Pinochet

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Algumas horas depois das reacções violentas nas ruas, a acalmia voltou ao Chile. Se uns celebraram o óbito de Pinochet, outros choraram. Mas nenhum chileno lhe ficou indiferente. Um cidadão de Santiago explica que, para as pessoas que sofreram em 1973, esta morte serviu como uma celebração. Para elas foi um dia feliz.

Mas há outros que choram a morte de Pinochet. Como um apoiante que diz que é tempo dos chilenos reflectirem no que significa a partida deste grande homem que geriu o país e o deixou aos mesmos socialistas que ocupam a presidência e toda a administração.

A presidente da República, Michelle Bachelet, afirmou que o Chile não pode esquecer o passado, mas disse que agora é hora de união e reconciliação.

“Nas últimas horas, vimos gestos de divisão que não me agradam”, disse a presidente chilena. “Mas sei que temos como país, como sociedade, a fortaleza ética para conseguir o reencontro.”

Além de pedir calma aos manifestantes, a presidente Michelle Bachelet também justificou a decisão do governo de não autorizar um funeral com honras de chefe de Estado para Pinochet, que governou o Chile com mão de ferro, entre 1973 e 1990.

Familiares das vítimas do regime de Pinochet, socialistas e comunistas concentraram-se nas praças de Santiago logo que a notícia da morte de Pinochet foi conhecida. Acenderam fogueiras, beberam champanhe e improvisaram um carnaval, erguendo faixas e bandeiras vermelhas.