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Depois da manifestação é tempo de mediação

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Depois da manifestação é tempo de mediação

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O apoio da Liga dos Países Árabes pode representar a última esperança de Fouad Siniora. Um emissário da Liga reuniu-se esta segunda-feira com o chefe do executivo libanês e está previsto um encontro com a oposição. A Síria também já comunicou a sua vontade de trabalhar com a organização. O eventual apoio de Damasco será essencial para encontrar um compromisso entre as diferentes facções.

Cada vez mais isolado na sede governamental, onde permanece desde que a oposição ocupa o centro de Beirute em protesto, o primeiro-ministro deixou uma mensagem aos contestatários: “Se eles pensam que a maneira de resolver isto é nas ruas, estão muito enganados”.

A presença no Líbano de representantes dos países árabes é o primeiro sinal de que a mediação pode estar a roubar lugar à tensão. Ontem foi o dia de uma manifestação gigante que reuniu os contestatários do governo e que ocorreu de forma pacífica, apesar dos receios que gerasse focos de violência sectária numa sociedade profundamente polarizada.

O conteúdo da proposta da Liga Árabe não foi comunicado mas deve assentar na formação de um governo de unidade e no projecto de criação de um tribunal especial para julgar os suspeitos sírios da morte do antigo primeiro-ministro Rafik Hariri. Foi este o plano que esteve na origem da fractura e que foi recentemente vetado pelo presidente Emile Lahoud, também ele próximo de Damasco.