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Pinochet morre sem julgamento


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Pinochet morre sem julgamento

Augusto Pinochet morreu aos 91 anos sem nunca responder pelos seus crimes. As organizações de Direitos Humanos estimam que 3.000 pessoas foram mortas ou desapareceram e 30.000 opositores foram torturados durante o regime ditatorial.

Quando Pinochet abandonou o posto de Chefe do Estado Maior em 1998 tentou salvaguardar-se com um título de senador vitalício, para beneficiar de imunidade parlamentar. Contudo, o juiz espanhol Baltazar Garzón considera que a justiça tem feito um trabalho importante nos últimos oito anos, quer no Chile quer no estrangeiro, apesar de não haver nenhuma condenação. “Neste período foram abertos inúmeros processos o que significa, pelo menos, uma compensação parcial.”

O magistrado espanhol desfeiriu o maior golpe mediático contra o ditador. Em Outubro de 1998 Pinochet deslocou-se a Londres para se submeter a uma cirúrgia e Garzón conseguiu a detenção domiciliária do ditador.

Durante os 503 dias que esteve detido em Inglaterra Pinochet beneficiou do apoio da antiga primeira-ministra Margareth Tatcher. Em Março de 2000 o instigador do golpe de Estado contra Salvador Allende regressou ao Chile. Londres libertou o ditador devido ao seu estado de saúde.

Um estado de saúde que sempre se interpôs entre a justiça e o carrasco da presidência de Allende. Para a filha do chefe de Estado deposto em 1973 “não pode haver uma reconciliação enquanto o processo legal estiver aberto… ainda há pessoas desaparecidas e famílias que procuram pelos seus.”

A questão que agora se coloca é se os processos contra Pinochet devem ser arquivados ou se a justiça vai seguir o seu curso. Afinal, muitos dos colaboradores do caudillo continuam vivos.

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