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Revisionistas defendem que o Holocausto é um "mito" inventado por Israel

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Revisionistas defendem que o Holocausto é um "mito" inventado por Israel

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Duas conferências sobre o Holocausto, duas visões opostas: no Irão o homicídio judaico foi negado e ridicularizado, na Alemanha reconhecido. Enquanto nesta segunda-feira em Berlim se discutiam estudos sobre o momento negro da história germânica, ao mesmo tempo, Teerão juntava revisionistas de todo o mundo.

As personalidades que negam o extermínio de milhões de judeus nos campos de concentração Nazi, alegam que o “mito” foi criado por Israel para servir questões políticas, nomeadamente a criação de um Estado hebraico.

O ministro iraniano dos negócios estrangeiros, Manoucher Mottaki, defendeu que o “regime sionista sabe que se a imagem convencional do holocausto for questionada, a essência do sionismo também será questionada”.

Em Berlim, foram discutidos, factos, estudos e teorias, mas também houve espaço para comentários sobre a reunião congénere em Teerão.

O director do centro de estudos iranianos da universidade de Tel Aviv, explicou que a grande preocupação do presidente iraniano é “ganhar cada vez mais poder nuclear”, e acrescentou que Ahmadinejad provavelmente “pensa que se virar o mundo contra os judeus o ocidente ficará do seu lado e será tolerante”.

Na Alemanha é ilegal negar a existência do Holocausto. O mesmo acontece em Israel e nos Estados Unidos.