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Cerimónias fúnebres de Pinochet

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Cerimónias fúnebres de Pinochet

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Milhares de partidarios do ditador Augusto Pinochet aguentaram o terrível calor, os insultos dos opositores e filas de oito horas, para se despedirem dos restos mortais do homem que governou o Chile, com mão de ferro, durante 17 anos, depois do golpe militar que derrubou Allende em 1973.

Com ruidosos apupos, à ministra chilena da Defesa, Vivianne Blanlot, começaram as cerimónias fúnebres do ex-ditador Augusto Pinochet, morto no passado domingo, Dia Internacional dos Direitos Humanos, aos 91 anos de idade. A ministra Blanchot é a única representante do governo da socialista Michelle Bachelet, que negou ao general golpista um funeral de Estado.

O Exército chileno organizou uma cerimónia especial para as homenagens fúnebres habituais para um ex-comandante em chefe em despedida a Augusto Pinochet Ugarte, que dirigiu a instituição durante 25 anos. A missa foi celebrada pelo capelão Juan Barros. O sacerdote pediu perdão pelos erros que Pinochet possa ter cometido, afirmando que o golpe militar de 1973 aconteceu em circunstâncias complexas.

Depois, o cortejo fúnebre dirigiu-se para a entrada da Escola Prática, onde estavam em formatura 300 efectivos do Exército.

A urna de Pinochet, coberta com a bandeira chilena no Pátio Alpatacal do recinto castrense, foi levada para o Cemitério do Parque Del Mar, localidade costeira a 140 km, onde Pinochet foi incinerado.