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Chile despediu-se de Augusto Pinochet

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Chile despediu-se de Augusto Pinochet

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Na morte como na vida, Augusto Pinochet divide os chilenos. O ex-ditador, falecido no domingo, recebeu na terça-feira as honras militares, enquanto antigo chefe das forças armadas do país. A presidente, Michelle Bachelet, negou-lhe as honras de chefe de Estado. A cerimónia fúnebre decorreu na Academia Militar de Santiago e, como manda a tradição militar, depois de cobrir a urna, a bandeira nacional foi entregue à viúva. A única representante do Estado presente foi a ministra da Defesa, que compareceu de branco e foi alvo de assobios e apupos por parte dos chilenos que acompanhavam a última homenagem prestada ao homem considerado por uns como um grande estadista, por outros como um tirano.

Enquanto decorriam as exéquias fúnebres, cerca de 2000 opositores celebraram de outra forma o funeral, deitando ao rio Mapocho – onde foram deitados os corpos dos opositores ao regime militar – uma urna simbólica do ditador desaparecido. A manifestação rapidamente degenerou em confrontos com a polícia como aconteceu desde o momento em que foi conhecida, no domingo, a morte de Pinochet. Por receios de actos de vandalismo sobre o tumulo, a família decidiu cremar os restos mortais de Augusto Pinochet e guardar as cinzas em Los Boldos, a propriedade de férias dos Pinochet.