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Polónia: 25° aniversário da Lei Marcial que marcou a viragem rumo à democracia

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Polónia: 25° aniversário da Lei Marcial que marcou a viragem rumo à democracia

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O primeiro-ministro polaco , Jaroslaw Kaczynski, depôs hoje uma coroa de flores no túmulo do Padre assassinado em 1984, Jerzy Popieluszko. Ao mesmo tempo, o seu irmão gémeo e presidente da república, Lech Kaczynski depôs uma coroa de flores no monumento do Solidariedade em homenagem ao movimento da liberdade que levou à democracia há 25 anos atrás. As cerimónias de hoje, na Polónia, tiveram sessões especiais nas duas Câmaras do Parlamento com as mais altas figuras do Estado e a presença do carismático de Lech Walesa, líder daquele que foi o sindicato mais famoso do mundo.

No famoso discurso de 13 de Dezembro de 1981, em que o primeiro-ministro de então declarou a Lei Marcial, que hoje considera ter sido um erro, abriam-se as hostilidades contra o Solidariedade. O
general Wojciech Jaruzelski punha fim às actividades do sindicato que tinha quase 10 milhões de membros, 16 meses depois da sua criação durante a greve dos estaleiros navais em Gdansk, em meados de 1980.

A Polónia comunista pretendia reduzir ao silêncio o movimento Solidariedade, por este desafiar pacificamente todo o bloco soviético, mas este último gesto de força na Europa central não impediu a queda de todo o império oito anos mais tarde. Apesar das autoridades, o Solidaridade sobreviveu na clandestinidade. No início de 1989, quando a URSS de Michael Gorbachov defendia uma mudança, o general Jaruzelski convidou o movimento anticomunista a discutir as reformas que terminariam por derrubar o regime.