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Angela Merkel dá o tom à "linha dura" da presidência alemã da União

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Angela Merkel dá o tom à "linha dura" da presidência alemã da União

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Em sintonia com os 25, a Chanceler alemã quer que a União Europeia refreie o processo de alargamento a Leste. No discurso proferido esta manhã frente ao Bundestag, Angela Merkel traçou as prioridades da presidência alemã da União, durante o primeiro semestre de 2007. Fiel à posição dos conservadores do seu partido (CDU), saudou a decisão dos 25 de suspender temporariamente o processo de adesão da Turquia. A Chanceler prefere falar de parcerias previligiadas do que de candidatos à adesão.

Sem evocar a situação de Ancara, Merkel citou a Ucrânia para afirmar que, “a União necessita de uma política de vizinhança mais atractiva e duradoura que lhe permita aproximar aos 25, países que nunca poderão vir a ser membros da União”. Partidária de uma suspensão de 18 meses das negociações, Merkel advertiu ainda Ancara para a necessidade de cumprir compromissos.

O tema gera divisões no seio da coligação governamental entre SPD e CDU. Cisões denunciadas pelo líder da oposição liberal Guido Westerwelle que frente ao Bundestag, evocou uma entrevista concedida esta semana ao semanário Der Spiegel, onde o ministro dos negócios estrangeiros Frank Walter Steinmeier defende a integração da Turquia na União, apelando aos 25 e à Chanceler para que evite tomar uma “posição exagerada” sobre a matéria. CDU e SPD estão no entanto de acordo para retomar as negociações sobre o tratado constitucional. Merkel considera “um erro histórico” se a União não chegar a um entedimento sobre o tema até às próximas eleições europeias de 2009.