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Telejornal ficcionado reabre debate sobre divisões regionais na Bélgica


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Telejornal ficcionado reabre debate sobre divisões regionais na Bélgica

Um falso bloco informativo especial fez ontem estremecer a Bélgica com este anúncio: “Boa noite, interrompemos a emissão para dar uma notícia de última hora, a Flandres declarou a independência, o rei abandonou o país, a Bélgica deixou de existir”. Uma “guerra dos mundos” em versão guerra das regiões, para reabrir o debate sobre a divisão do país entre Valões e Flamengos a meses das eleições. Durante 30 minutos o apresentador do telejornal fez desfilar imagens de multidões ostentando a bandeira flamenga, de engarrafamentos a caminho da “nova fronteira” e de declarações de políticos reagindo ao acontecimento.

Um bloco informativo ficcionado preparado pela televisão pública durante um ano que paralisou o país, com embaixadores a contactarem Bruxelas de urgência, linhas telefónicas e sites internet saturados. As verdadeiras reacções não se fizeram esperar. Para o primeiro-ministro Guy Verhofstadt o telejornal ficcionado representa, “uma atitude irresponsável por parte dos dirigentes da televisão pública”. Os líderes do partido populista flamengo Vlaams Belang acusaram a RTBF de, “tentar ridicularizar um tema sério”.

O programa consegue assim trazer a público um debate com décadas, até agora circunscrito aos meios políticos e académicos, sobre as disparidades e rivalidades entre as duas regiões. A ficção prosseguia esta manhã na rádio pública belga com novos desenvolvimentos do “dia em que a Bélgica morreu”, a expressão que esta manhã era manchete no quotidiano belga Le Soir.

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