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Eutanásia volta a ser debatida em Itália

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Eutanásia volta a ser debatida em Itália

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Um tribunal de Roma recusou analisar um recurso apresentado pelos advogados de Piergiorgio Welbi, um cidadão italiano que sofre de distrofia muscular avançada e que reclama o direito a morrer. A magistrada que recusou analisar o recurso justificou a decisão referindo que existe um vazio legal sobre a matéria.

Marco Carpato, representante do partido de esquerda Radicali Italiani, que faz parte da coligação governamental afirma que, agora, juntamente com Welbi e a mulher, vão analisar qual o caminho a seguir para que seja respeitada a vontade do paciente, que a constituição protege, mas que o imobilismo do Estado e das instituições nega.

Marco Carpato baseia-se num artigo da constituição italiana que diz que ninguém pode ser forçado a aceitar um tratamento médico. O caso divide a coligação de centro-esquerda do primeiro-ministro Romano Prodi, que engloba comunistas e católicos moderados. Mas numa cama, preso no seu próprio corpo, Piergiorgio Welbi, com 60 anos, conta cada segundo que passa em sofrimento. É mantido vivo desde 1997 graças a um respirador.