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Vigílias de apoio em Itália a doente ligado a uma máquina que pede a morte

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Vigílias de apoio em Itália a doente ligado a uma máquina que pede a morte

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Em várias cidades italianas decorrem vigílias de apoio a Piergiorgio Welby, um italiano de 60 anos que sofre de distrofia muscular avançada e que reclama o direito de morrer. Este sábado um tribunal de Roma recusou analisar um recurso apresentado pelos advogados de Welby. A magistrada que analisou o recurso referiu que existe um vazio legal sobre a matéria.

Em frente à câmara de Roma, a irmã do doente apela ao poder político: “Por um lado este veredicto reconhece o direito do meu irmão pedir o que pediu mas por outro lado não há nenhuma lei que estipule quem tem o dever de fazê-lo. Este vazio legal só pode ser preenchido pelos nossos políticos”, explicou Clara Welby.

Este caso divide a coligação de centro-esquerda do primeiro-ministro Romano Prodi, que engloba comunistas e católicos moderados. Mas numa cama, preso no seu próprio corpo, Piergiorgio Welby, com 60 anos, conta cada segundo que passa em sofrimento.

É mantido vivo desde 1997 graças a um respirador e alimentado por uma sonda. Recusando o termo eutanásia, os advogados do doente baseiam-se num artigo da constituição italiana que diz que ninguém pode ser forçado a aceitar um tratamento médico.