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Médico italiano confessa ter ajudado Welby a morrer

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Médico italiano confessa ter ajudado Welby a morrer

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Adensa-se o debate sobre a eutanásia na Itália. Um médico italiano ajudou Piergiorgio Welby a morrer. O anestesista Mario Riccio fez mesmo uma conferência de imprensa para admitir publicamente ter-se disponibilizado para desligar o sistema de respiração artificial. O italiano de 66 anos, que sofria de hipertrofia muscular e reclamava o direito a morrer, perdeu a vida esta madrugada. A notícia foi divulgada primeiro pelas televisões italianas, do hospital não há ainda qualquer informação, mas ontem o seu estado de saúde foi considerado estacionário.

Por isso, o Conselho Superior de Saúde decidiu que o caso de Welby não era objecto de “obstinação terapêutica”, ou seja, uma vez que o estado de saúde era estável, não havia o perigo de morte iminente, e portanto os médicos não seriam obrigados a desligar o ventilador respiratório. Também ontem à noite, o ministro da Saúde confessou ser necessário criar uma lei sobre a eutanásia em Itália.

Há dez dias os advogados de Welby pediram à justiça italiana que autorizasse os médicos a desligarem o sistema de respitação artificial que o mantinha vivo. Depois de muita polémica, o juiz negou o pedido. A causa pelo direito a morrer de Piergiorgio Welby foi apoiada desde 1997 pelo partido radical. A hipertrofia muscular foi diagnosticada quando Welby tinha 18 anos. Só encontrou a morte mais de 40 anos depois. Esteve quase nove ligado ao ventilador respiratório.