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Médico reconhece em público ter ajudado um italiano que reclamava o direito a morrer

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Médico reconhece em público ter ajudado um italiano que reclamava o direito a morrer

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Piergiorgio Welby abriu o debate sobre a eutanásia em Itália e esta noite a sua morte acabou por relançar a discussão. Welby, de 61 anos, que sofria de hipertrofia muscular e reclamava o direito a morrer, faleceu com a ajuda de um médico. O anestesista Mario Riccio reconhece publicamente ter desligado o sistema de respiração artificial. Conta que entrou em contacto com o paciente há dias e que durante esse tempo analisou a sua vontade, que era firme e definitiva. E acrescenta: “Chegamos a um acordo sobre o sedativo por via intravenosa e ontem à noite, por volta das 22 horas, começamos a injectar o sedativo. Durou cerca de 40 minutos. No início do sedativo paramos o sistema de respiração artificial, tal como tinha pedido. Piergiorgio Welby faleceu tranquilamente”.

O médico, que enfrenta uma possível condenação a 15 anos de prisão, considera que não se tratou de eutanásia, mas de rejeição do tratamento. Welby tinha iniciado o seu combate com uma carta ao Presidente da República. Mas a longa batalha terminou na semana passada, quando a justiça recusou o seu pedido para desligar o sistema que o mantinha em vida.