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Putin em Kiev para reatar laços no dia em que evita nova crise do gás mas com a Geórgia

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Putin em Kiev para reatar laços no dia em que evita nova crise do gás mas com a Geórgia

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O abastecimento de gás russo às ex-repúblicas soviéticas está na ordem do dia da visita do presidente Vladimir Putin à Ucrânia. É a primeira viagem do chefe do Kremlin a Kiev em quase dois anos. As relações bilaterais, afectadas pela Revolução Laranja e a chegada ao poder de Viktor Iushchenko, voltam a aquecer graças ao governo ucraniano pró-russo, liderado por Viktor Ianukovitch. Os dois países tentam resolver os diferendos e sarar as feridas da crise do gás.

Nesse sentido, Vladimir Putin, assegurou o homólogo Iushchenko face à incerteza que se vive no Turquemenistão, após a morte do presidente do segundo fornecedor de gás da Ucrânia. Putin afirma que assinaram contratos de longo prazo com o Turquemenistão sobre o abastecimento de gás à Ucrânia e pretendem continuar a assegurar ou mesmo aumentar o fornecimento no âmbito dos compromissos assumidos, incluindo a passagem através de um outro país.

Pouco após as declarações de Putin, a Gazprom e a Geórgia anunciavam ter obtido um acordo sobre o preço do gás. Com Tbilissi e Moscovo em guerra diplomática, o gigante russo conseguiu impor o valor de 235 dólares por mil metros cúbicos, ou seja, mais do dobro do preço actual e o mais elevado da Comunidade de Estados Independentes.

A Geórgia pretende transformar o Azerbaijão no seu principal fornecedor, mas por enquanto depende da Rússia. Moscovo ameaçou fechar as torneiras a 1 de Janeiro, tal como aconteceu há um ano com a Ucrânia, afectando, na altura, grande parte da Europa.