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Tribunal marcial norte-americano acusa quatro fuzileiros do massacre de Haditha

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Tribunal marcial norte-americano acusa quatro fuzileiros do massacre de Haditha

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A justiça militar dos Estados Unidos acusou, quinta-feira, quatro fuzileiros norte-americanos de homicídio pelo massacre cometido em Novembro de 2005 na localidade de Haditha, que custou a vida a pelo menos 24 civis iraquianos. A informação foi confirmada pelo exército norte-americano durante uma conferência de imprensa na base militar de Camp Pendleton, perto de San Diego, na Califórnia, onde os soldados compareceram perante um tribunal marcial.

O sargento Frank Wuterich, de 26 anos, foi pessoalmente acusado de 12 mortes e de ter ordenado a morte de seis outras pessoas. O pai, Dave Wuterich, diz que quem conhece o seu filho tem “o sentimento de que é inocente, de que fez o que tinha que fazer na altura. O que se passa no terreno não é fácil e quem está em casa não pode saber o que por lá se passa”, conclui.

O cabo Justin Sharratt, de 21 anos, foi acusado de três mortes. Para o pai, Justin é o seu “herói”, “é um bom fuzileiro”. Foram ainda acusados o sargento Sanick de la Cruz, de 24 anos, acusado de cinco mortes, e o cabo Stephen Tatum, de 25 anos, acusado de seis homicídios.

Quatro outros fuzileiros devem ainda ser acusados por não terem fornecido um relatório exacto dos acontecimentos ou por não terem investigado correctamente o drama, o mais grave entre os múltiplos casos em que soldados norte-americanos
são suspeitos de ter matado e maltratado, sem razão, civis iraquianos.