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Forças etíopes marcham sobre Mogadíscio apesar de apelos internacionais a retirada imediata

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Forças etíopes marcham sobre Mogadíscio apesar de apelos internacionais a retirada imediata

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A União Africana e a Liga Árabe apelaram esta quarta-feira à retirada imediata das forças etíopes presentes na Somália e ao fim do conflito que opõe o governo provisório aos rebeldes dos Tribunais Islâmicos. O pedido surge numa altura em que as forças regulares da Somália, apoiadas pelo contingente etíope, marcham sobre a capital Mogadíscio, que tencionam cercar até à rendição dos rebeldes para evitar perdas civis.

Após dias de confrontos, os rebeldes do Conselho de Tribunais Islâmicos da Somália têm vindo a retirar para Mogadíscio, acusando a falta de efectivos e prometendo uma nova fase no conflito. Ontem, antes dos apelos internacionais à retirada, o primeiro-ministro etíope Meles Zenawi mostrava-se inflexível.

“Temos uma missão a cumprir. Mais de metade já está. Assim que cumprirmos a outra metade, e não vai levar muito tempo, retiramo-nos para que eles não tenham um alvo contra quem lutar”, afirmou o chefe do governo etíope.

Apesar da organização e do equipamento do exército etíope, os rebeldes preparam a resistência e apelam à vinda de combatentes estrangeiros para participarem na guerra santa.

O conflito poderá agora entrar numa fase de guerrilha de longa duração e desfecho incerto.

Entretanto, na ausência de dados fiáveis em relação ao número de vítimas, a crise humanitária está à vista com milhares de deslocados a fugirem dos combates.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados espera a chegada de cinquenta mil somalis às fronteiras da Etiópia e do Quénia.