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Gazprom alerta países europeus para problemas no fornecimento de gás

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Gazprom alerta países europeus para problemas no fornecimento de gás

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A Europa tem que estar preparada para cortes no fornecimento de gás russo este inverno. A Gazprom, empresa estatal que detém o monopólio do gás russo, enviou cartas à Alemanha, à Lituânia e à Polónia a alertar que poderão existir falhas no abastecimento, devido à recusa da Bielorrússia em aceitar as novas tarifas. A Bielorrússia anunciou estar disposta a pagar 75 dólares por cada mil metros cúbicos mas a Rússia apenas aceita esse valor se for vendido 50 por cento do capital social da empresa Beltransgaz, que gere a rede de transporte de gás na Bielorússia.

Sergei Kupriyanov, porta-voz da Gazprom, explicou que se a proposta for aceite Minsk receberá 1,5 mil milhões de dólares, mais um ano de fornecimento de gás, um negócio que envolveria no total 2,5 mil milhões e meio de dólares, pagos por Moscovo. 20% do gás russo com destino à Europa passa pela Bielorússia. Minsk anunciou estar disposta a impedir o trânsito do combustível se a Gazprom fechar a torneira.

O governo bielorrusso demonstra estar tranquilo neste braço-de-ferro. “Haverá gás no dia 1 de Janeiro. Já lhes disse que estamos interligados. Não tenho contrato com a Gazprom para o fornecimento à Bielorrússia a partir do dia 1 mas a Gazprom também não tem contrato para o trânsito da matéria-prima através do nosso país. E devo dizer que 44 mil milhões de metros cúbicos de gás transitam pela Bielorrússia”, disse o vice-primeiro-ministro bielorrusso, Vladimir Semashko.

Actualmente, Minsk paga 46 dólares por cada mil metros cúbicos à Gazprom. A empresa russa pretende 110 dólares sem a venda de acções da Beltransgaz. A título comparativo, a Geórgia paga 235 dólares pela mesma quantidade e a Ucrânia, que possui a mais importante rede de transporte de gás para a Europa, paga 130 dólares.