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Intransigência bielorrussa inquieta Europa

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Intransigência bielorrussa inquieta Europa

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Os dirigentes europeus mostram-se preocupados com a guerra do gás entre Moscovo e Minsk. O gigante russo Gazprom e a empresa estatal bielorussa tardam em alcançar um acordo sobre os preços do gás. O actual contrato expira a 1 de Janeiro. Se até ao Ano Novo não for rubricado um novo entendimento a direcção da Gazprom ameaça fornecer à Bielorrússia apenas o gás destinado aos restantes clientes europeus. O número dois da companhia russa, Alexander Medvedev, espera que, nestas condições, as autoridades de Minsk não se apropriem do gás colocado no gasoduto destinado à exportação.

Pela Bielorrússia transita cerca de 20 por cento do gás russo consumido na Europa. As companhias dos países de destino afirmam ter armazenado quantidades suficientes do carburante para fazer face a uma eventual ruptura deste canal de fornecimento.

Na origem da crise uma guerra de preços. A Gazprom quer cobrar 200 dólares por cada mil metros cúbicos ao invés dos 46 actuais. O gigante russo está diposto a descer o preço para 105 dólares em troca da aquisição de cinquenta por cento da Beltransgaz, a companhia nacional bielorussa.