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Bielorrússia usa Europa para chantagear a Rússia na guerra do gás

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Bielorrússia usa Europa para chantagear a Rússia na guerra do gás

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A guerra económica do gás entre a Rússia e a Bielorrússia já deu os primeiros sinais de estar a evoluir para uma crise política. A quatro dias do fim do ultimato lançado por Moscovo, os chefes do executivo dos dois países, tiveram uma conversa telefónica sobre os preços do gás. Na falta de um acordo, a interrupção de abastecimento à Bielorrússia pode afectar a Europa: Minsk ameaçou não permitir a passagem do combustível pelos gasodutos bielorrussos.

O porta-voz da Gazprom alega que as ameaças de Minsk não são legítimas: “Há uma grande diferença relativamente à situação ocorrida no ano passado na Ucrânia. Agora trata-se do gasoduto Yamal-Europa que é propriedade da Gazprom. Os gasodutos são russos, mesmo que passem por território bielorrusso. Vamos fazer todos os possíveis para assegurar o fornecimento aos nossos clientes europeus”.

No inverno passado alguns países europeus foram afectados por um conflito idêntico entre a Rússia e a Ucrânia. Mas a guerra do passado parece estar esquecida, 80% do gás destinado à Europa já passa pela Ucrânia e Kiev disponibilizou-se para aumentar os volumes transportados caso se confirmem as ameaças de Minsk.

O gigante russo Gazprom quer que o antigo aliado soviético pague preços mais altos pelos gás a partir de 2007, embora tenha vindo a baixar os valores propostos inicialmente. A situação é preocupante já que a Rússia assegura actualmente um quarto das necessidades de gás da Europa.