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FDA autoriza carne e leite de animais clonados

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FDA autoriza carne e leite de animais clonados

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Os clones podem agora estar no talho ou supermercado mais próximo. Pelo menos, nos Estados Unidos. Os norte-americanos estão a reagir de formas diferentes à notícia da aprovação, por parte da entidade reguladora, do comércio de carne e leite de animais clonados.

A Food and Drug Administration (FDA) fez saber ontem, depois de um estudo, que estes produtos não representavam qualquer ameaça. Essa é também a opinião de Barbara Glenn, da Organização de Biotecnologia Industrial: “Um clone não é um animal geneticamente modificado. Não houve genes modificados ou eliminados. Trata-se apenas de um gémeo genético de um animal que se sabe ser um dos melhores das nossas quintas e ranchos”.

A saga da clonagem começou com a ovelha Dolly, em 1996. A experiência não correu pelo melhor, já que Dolly veio a sofrer de envelhecimento prematuro e morreu com seis anos. Depois disso, vários outros animais foram clonados. As ovelhas não estão incluídas na lista de animais clonados cuja carne é possível agora comercializar.

As opiniões dos consumidores estão divididas: “Nada disto é novo. São genes de uma vaca nos genes de uma vaca. O ADN está todo lá, simplesmente foi transportado para outra vaca”, diz um norte-americano. Outro homem mostra-se mais céptico: “Isto não é natural. Não quero uma coisa que foi criada num laboratório. Acho que não vou comprar”. O alvará dado pela FDA permite o comércio e o consumo da carne ou leite de vacas clonadas, assim como a carne de porco ou cabrito com esta origem.