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Presidente bielorrusso rejeita chantagem russa sobre o gás

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Presidente bielorrusso rejeita chantagem russa sobre o gás

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Alexander Lukashenko não aceita “a chantagem russa” sobre o preço do gás. A afirmação é do próprio presidente bielorrusso e foi proferida mesmo antes do final da reunião de negociações que teve início, esta sexta-feira, em Moscovo. Minsk enviou uma delegação para a capital russa, chefiada pelo vice-ministro da Energia, Edouard Tovpenets, numa derradeira tentativa de convencer a Gazprom a manter os preços até aqui praticados.

Moscovo promete suspender o fornecimento a partir do dia 01 de Janeiro, ou seja dentro de três dias, se a Bielorrússia não aceitar pagar mais. Cinco por cento do gás russo vendido a países europeus como a Alemanha, Polónia e Áustria, transita pelos gasodutos bielorrussos.

A especulação em torno das consequências para a Polónia levaram o ministro da Economia polaco a desmentir que o fornecimento de gás no país esteja em risco. Piotr Wozniak afirmou haver “gás em stock para 40 dias” em caso de ruptura de abastecimento, fruto “de cinco anos de prevenção”.

A Gazprom reclama um aumento de 46 para 105 dólares por cada mil metros cúbicos de gás. Numa entrevista publicada esta sexta-feira no diário francês Le Figaro, o vice-presidente da Gazprom fala de negociações tensas acusando a Bielorrússia de fazer uma chantagem grotesca ao ameaçar interromper o fluxo de gás com destino à Europa.