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Etíopia mantém presença militar na Somália "enquanto for necessário"

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Etíopia mantém presença militar na Somália "enquanto for necessário"

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O governo somali está instalado na capital, mas a situação no terreno mantém-se instável. O primeiro-ministro Ali Mohamed Gedi chegou ontem a Mogadíscio, um dia depois do exército somali apoiado pelas forças etíopes ter expulsado as milícias islamistas que controlavam a cidade desde Junho.

Após dez dias de intensos combates, a chegada do governo de transição apoiado pelo Ocidente foi recebida com alegria por uma parte da população. É a primeira vez que o executivo tem a possibilidade de exercer uma autoridade real sobre Mogadíscio. Gedi pretende decretar três meses de lei marcial para garantir o controlo do país, sem governo central efectivo desde 1991.

O líder somali afirmou que as tropas etíopes permanecerão no país “o tempo que for necessário”. Em Mogadíscio, centenas de somalis saíram à rua em protesto contra a presença militar etíope. As mílicias do Conselho dos Tribunais Islâmicos estão agora limitadas ao bastião de Kismayo, 500 quilómetros a sul da capital, mas prometem continuar a lutar, enquanto os Estados Unidos apelaram ao cessar-fogo e ao diálogo. Segundo a Cruz Vermelha, os “mais intensos combates da última década na Somália” fizeram centenas de mortos.