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Moscovo e Minsk sem acordo sobre preços do gás a dois dias de ultimato

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Moscovo e Minsk sem acordo sobre preços do gás a dois dias de ultimato

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O braço-de-ferro sobre os preços do gás continua a “esfriar” as relações entre Moscovo e Minsk, tradicional aliado do Kremlin. As negociações na capital russa terminaram ontem sem acordo e continuarão hoje, a dois dias do ultimato lançado pela Rússia. O presidente bielorrusso classificou de “chantagem” a pretensão da russa Gazprom de aumentar de 46 para 105 dólares o preço cobrado por cada mil metros cúbicos de gás.

Uma especialista russa explica que o seu governo “já decidiu liberalizar o mercado interno de gás e aumentar os preços cobrados aos consumidores russos, para que em 2011 sejam tão rentáveis como as exportações europeias. É portanto evidente que a Bielorrússia não beneficiará de outras concessões”.

A Gazprom, que detém o monopólio do gás natural russo, pretende também adquirir 50 por cento da Beltransgas, a maior distribuidora bielorrussa. m analista económico diz que Minsk “terá simplesmente de chegar a algum tipo de acordo com a Gazprom, porque não tem quaisquer outros meios e fontes de gás natural para além do gás russo”.

Na falta de acordo, Moscovo ameaça suspender o fornecimento a 1 de Janeiro. A Bielorrússia contra-atacou com a hipótese de impedir a passagem de gás russo pelo gasoduto que atravessa o seu território. ace à eventual crise, uma habitante de Minsk diz que “terão de apertar o cinto. Já passaram por condições muito piores; também sobreviverão desta vez e talvez assim aumentem as pensões”. inco por cento do gás consumido na União Europeia transita pelos gasodutos bielorrussos e a batalha de preços faz temer condicionamentos no abastecimento, como sucedeu há um ano com a crise energética entre a Rússia e a Ucrânia.