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Saddam Hussein executado


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Saddam Hussein executado

Saddam Hussein foi executado por enforcamento aos 69 anos. A pena de morte do antigo ditador foi cumprida na madrugada de Sábado em Bagdade, cerca das seis horas locais, três horas em Lisboa. A informação foi confirmada pelo vice-ministro iraquiano dos negócios estrangeiros, Labeed Abawi, e por um alto responsável norte-americano que falou debaixo de anonimato.

Há entretanto contradições sobre a execução do irmão do ditador deposto, Barzan al Tikriti, e um antigo juiz aliado de Saddam, Aouad al Bandar. A televisão al arábia noticiou que ambos teriam sido enforcados, mas responsáveis iraquianos desmentiram essa informação no canal público iraquiano.

A 5 de Novembro, o tribunal especial encarregue de julgar Saddam Hussein, ditou a sua condenação à morte. A defesa recorreu, mas a 26 de Dezembro, o Supremo tribunal de recurso ratificou a sentença de morte contra Saddam. O presidente deposto e antigos colaboradores foram julgados por crimes contra a humanidade no processo de execução de 148 xiitas da localidade de Dujail em 1982, que terão estado envolvidos num atentado contra o presidente deposto.

As forças de coligação no Iraque estão em alerta máximo. Ao amanhecer a capital estava calma sem quaisquer indicações de violência. O departamento de segurança norte-americano pediu aos civis para que se mantenham vigilantes perante a possibilidade de atentados como resultado da execução.

As primeiras reacções à morte do presidente deposto que comandou o Iraque durante 35 anos, chegaram do Reino Unido e dos Estados Unidos. George W. Bush diz que esta execução é uma “etapa importante” na “estrada da democracia”, mas avisou que não acabará com a violência no Iraque. Entretanto, do executivo britânico veio o comunicado de que finalmente Saddam “pagou pelos seus crimes”.

O antigo chefe de Estado governou o Iraque entre 1979 e 2003, até o seu regime ter sido derrubado pelas forças norte-americanas. Algumas horas antes da execução de Saddam Hussein, o chefe da equipa responsável pela defesa do antigo ditador, Jalil Al Duleimi insistiu que o processo contra o antigo chefe de estado representou “uma flagrante violação da legislação internacional e da convenção de genebra”. O responsável advertiu ainda que os estados Unidos cometeriam um erro grave se levassem avante o enforcamento. Por fim profetizou que a morte de Saddam vai avivar a resistência.

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