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Morte de Saddam condenada por países críticos da pena capital

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Morte de Saddam condenada por países críticos da pena capital

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A União Europeia criticou em uníssono tanto os crimes de Saddam como a condenação à pena de morte e execução do ex-ditador. A presidência finlandesa da União Europeia emitiu um comunicado esta tarde onde exprime dúvidas quanto à imparcialidade do tribunal iraquiano que julgou Saddam, lembrando que nenhum crime justifica a aplicação da pena capital. Uma posição defendida também pelo primeiro-ministro italiano Romano Prodi que em Bolonha, afirmou que, “esta execução contribui apenas para aumentar a tensão no Iraque”.

As posições de Londres e Varsóvia, aliadas da intervenção norte-americana no Iraque, mostram-se mais contidas. A responsável da diplomacia britânica Margaret Beckett afirmou respeitar a decisão da justiça iraquiana, felicitando-se pelo facto de Saddam ter sido finalmente julgado por um tribunal do seu país.

Para o porta-voz do Vaticano pelo contrário, “uma execução à morte é sempre uma notícia trágica”, mesmo que, como sublinhou Federico Lombardi, “a pessoa condenada tenha cometido crimes muito graves”. Para Paris é importante que, “os iraquianos olhem agora para o futuro em busca da reconciliação e da união nacional”. A organização Human Rights Watch advertiu no entanto Bagdade, afirmando que “o respeito de um país com os direitos humanos se mede pela forma como trata os seus piores condenados”.

Para o porta-voz da Amnistia Internacional, James Dyson, a execução de Saddam é deplorável, “a pena de morte não é apenas a violação do direito a viver mas neste caso é agravada por vir de um tribunal com muitas deficiências. Julgamentos e execuções duvidosas eram precisamente a moeda corrente do regime de Saddam. Esta foi uma oportunidade perdida para o Iraque virar a pagina e olhar para o futuro”.