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Mundo árabe com reacções distintas à morte de Saddam

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Mundo árabe com reacções distintas à morte de Saddam

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No Médio-Oriente e por todo o mundo muçulmano, as reacções à morte de Saddam Hussein foram tudo menos consensuais. Enquanto no Iraque xiitas e curdos festejavam, a Líbia, o Hamas palestiniano e os advogados do ex-líder iraquiano classificavam a execução de “assassinato político”.

Israel e o Irão felicitaram o desaparecimento de Saddam. No Koweit, país cuja invasão em 1991 converteu o antigo ditador de aliado para inimigo dos Estados Unidos, a notícia também foi recebida com alegria. Uma mulher diz que “era o mínimo que podiam ter feito” e que Saddam “devia ser entregue àqueles a quem fez mal para que possam fazer dele o que quiserem”.

Muitos muçulmanos condenaram o facto do enforcamento ter ocorrido no primeiro dia da festividade islâmica de Eid al-Adha, tradicionalmente consagrada ao perdão. No Bangladesh, Índia e Paquistão milhares de pessoas sairam às ruas em protesto contra a execução.

Um habitante de Carachi considera que Saddam “deveria ter passado por um tribunal independente”. Diz que “os Estados Unidos instalaram-no no Médio Oriente e livraram-se dele quando já não lhes servia”. Na Síria, também há quem defenda que a pena aplicada representa uma mensagem de força norte-americana. Em Damasco, um homem diz que “é uma grande humilhação para os líderes árabes, porque os Estados Unidos querem fazer saber que, se não lhes obedecerem, terão o mesmo destino”. Defende que foi “uma decisão das forças ocupantes e de um governo ilegal e que se tratou de um julgamento sectário”.