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Bielorússia paga mais, mas não fica sem gás natural

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Bielorússia paga mais, mas não fica sem gás natural

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A Rússia festeja o acordo assinado, no último minuto, pela Gazprom e a Bielorússia. O documento estabelece um aumento, em mais do dobro do preço do gás natural russo fornecido à antiga república soviética que, por mil metros cúbicos de gás, vê aumentar o preço de 46 para 100 dólares. O Primeiro-Ministro bielorusso não ficou nada satisfeito com o acordo, que estabelece a lista de preços a praticar até 2011. Terminava este domingo, o prazo estipulado por Moscovo para a Bielorússia aceitar a nova tabela. Se não houvesse acordo, a ex-república soviética ficaria sem fornecimento de gás a partir desta segunda-feira.

Ucrânia, Georgia e Moldávia também sofreram aumentos no preço do gás russo. Moscovo adoptou uma política severa em relação às ex-repúblicas soviéticas, querendo afirmar a posição de que só haverá políticas económicas favoráveis com os países vizinhos se existir lealdade política. Há um ano que Moscovo revê os preços de exportação do gás natural com os países do antigo império soviético. A questão afecta directamente o resto da Europa, que que utiliza cerca de 20% do gás natural russo distribuído através dos gasodutos bielorussos.