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Tribunais islâmicos somalis perdem o último bastião

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Tribunais islâmicos somalis perdem o último bastião

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O rápido avanço das forças leais ao governo somali pode ser um sinal de que o conflito no país está próximo do fim. Em apenas dez dias os radicais islâmicos perderam todas as regiões que já controlavam há alguns meses, em combate contra as tropas etíopes aliadas ao governo de transição somali. Os combatentes abandonaram esta manhã o seu último bastião, Kismayo a cerca de 500 quilómetros da capital. Na noite anterior as tropas tinham controlado Jilib. Entretanto, com os combatentes já muito próximos do Quénia, o governo de transição somali pediu a Nairobi para reforçar a segurança nas fronteiras comuns, numa tentativa de impedir a fuga.

O primeiro-ministro, Ali Mohamed Gedi, tenta agora garantir a segurança. Pediu às pessoas para se entregarem as armas ao executivo. Uma forma de ajudar a estabilizar a nação do Corno de África, mergulhada no caos desde 1991. O governante precisou que a obrigação de entrega de armas abrange não só os proprietários individuais, mas também comerciantes e chefes tribais.

Aquele que parece ser um rápido desfecho para o conflito na Somália, não assegura contudo a estabilidade do país. Surgem receios de que os Tribunais Islâmicos adoptem a estratégia da violência sectária à semelhança do que acontece no Iraque, contra um governo que não consideram legítimo.