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Máquina de traduzir da União não pára de aumentar

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Máquina de traduzir da União não pára de aumentar

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A entrada da Roménia e da Bulgária na União Europeia significa o aumento do número de línguas oficiais do clube europeu. Na nova vaga, às 20 línguas oficiais dos Vinte e Cinco, para além do romeno e do búlgaro junta-se também o irlandês, num esforço de reconhecimento das línguas minoritárias dos Estados-membros. Este medida foi explicada recentemente pelo comissário da Educação, Jan Figel, que explicou que “a diversidade das línguas é a riqueza comum” dos Vinte e Cinco e “a promoção dessa riqueza constitui uma prioridade clara”. E tanto assim é que desde este dia 01 de Janeiro, as línguas têm mesmo um Comissário só para elas a tempo inteiro. Trata-se do romeno Leonard Orban.

A máquina de traduzir cresce ao ritmo dos alargamentos. Actualmente, as três grandes instituições – Comissão Europeia, Conselho Europeu e Parlamento – dão emprego a 4.000 intérpretes e tradutores, sem contar com os 1.500 freelancers.
Isto custa a módica quantia de mil milhões de euros por ano. Claro está, um documento oficial vai deixar de ter 20 versões para passar a ter 23.

Por muito paradoxal que possa parecer, este aumento do número de línguas oficiais favorece o inglês, de longe o idioma mais falado, seguido pelo francês e pelo alemão. Para as línguas menos faladas como o grego, um tradutor holandês segue a versão inglesa em vez da versão grega da tradução.