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Secretário-geral da ONU recua e afirma que é contra pena de morte

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Secretário-geral da ONU recua e afirma que é contra pena de morte

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Após os comentários menos felizes da véspera, o secretário-geral das Nações Unidas acabou por recuar. A porta-voz de Ban Ki-Moon reconheceu esta quarta-feira que o novo secretário-geral é partidário da abolição da pena de morte, mas admite que a questão não gera consenso entre os membros das Nações Unidas. No primeiro encontro com jornalistas depois de ter assumido o cargo, o secretário-geral das Nações Unidas havia afirmado que cabia a “todos e a cada um dos Estados-membros” decidir sobre a questão da pena capital, o que gerou polémica.

Até agora, a posição da ONU era condenar firmemente a execução da pena de morte. Porém, na altura, Ban Ki-Moon recusou também criticar a execução de Saddam Hussein por considerar uma questão do foro judicial iraquiano, mas hoje disse que apoia o apelo das Nações Unidas à contenção do governo de Bagdade na aplicação da pena capital.

A Itália, que assume um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU, pretende trabalhar pela abolição universal da pena de morte. “A pena de morte deve ser abolida em todos os países do mundo e a política italiana vai neste sentido”, disse o primeiro-ministro Romano Prodi. A ilustrar o empenhamento da Itália, o Coliseu de Roma ilumina-se sempre que alguma nação decide abolir definitivamente a pena capital. 68 países continuam a aplicá-la.