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Abbas e Hanyieh de novo em guerra por causa das forças de segurança fiéis ao governo do Hamas

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Abbas e Hanyieh de novo em guerra por causa das forças de segurança fiéis ao governo do Hamas

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O presidente palestiniano considera serem ilegais as forças de segurança criadas pelo governo do Hamas, que operam apenas na Faixa de Gaza. A exigência de Mahmoud Abbas é clara: os membros das forças de segurança afectas ao governo devem ser integrados num organismo único e nacional e, assim, fazerem parte do aparelho de Estado.

Abbas diz que para criar qualquer contingente são necessárias medidas legais. O presidente considera que quem qualificar as forças do Hamas como independentes fá-lo contra a lei e a constituição. A tomada de força de Abbas vem numa altura em que os Estados Unidos disponibilizaram perto de 80 milhões de euros para as forças de segurança afectas ao Fatah, ou seja, próximas do próprio chefe da Autoridade Palestiniana.

Abbas já tinha declarado em Abril que as forças do Hamas eram ilegais. Fê-lo por decreto, mas a decisão foi ignorada pelo Hamas, que venceu as eleições legislativas em Março. O chefe de governo, Ismail Hanyieh, contesta a decisão do presidente e afirma que as forças do Hamas são legais e que actuam sob as ordens do ministro do Interior.

A ruptura entre presidente e primeiro-ministro foi total logo que Mahmoud Abbas decidiu convocar eleições antecipadas. Em tom de desafio, o chefe de governo resolveu duplicar o número de efectivos das forças do executivo, de 5 mil para 12 mil homens, na Faixa de Gaza.