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A agenda americana de Durão Barroso

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A agenda americana de Durão Barroso

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O comércio é o ponto forte da relação entre a Europa e os Estados Unidos e, amiúde, fonte de diferendos entre os dois blocos. As trocas comerciais bilaterais ascendem a 770 milhões de euros diários e representam 40% do comércio mundial. Mas Europa e Estados Unidos acusam-se mutuamente de proteccionismo excessivo no que toca aos respectivos sectores agrícolas.

Essa é, aliás, uma das principais razões do bloqueio das negociações para a liberalização do comércio mundial. Barroso pretende convencer Bush de que este é o momento certo para relançar as negociações de Doha, bloqueadas desde o Verão passado. Afinal, até Junho, a Casa Branca pode negociar leis que afectem a agricultura sem passar pelo congresso. Uma margem de manobra que a Europa quer aproveitar ao máximo.

A luta contra o terrorismo também consta da agenda do presidente da Comissão Europeia. Após o 11 de Setembro, Washington reforçou as medidas de segurança e impôs a obrigatoriedade de um passaporte biométrico. O documento permite a entrada de cidadãos europeus no território norte-americano. Quem não dispõe ainda deste novo passaporte precisa de um visto.

A luta contra as mudanças climáticas é outro cavalo de batalha de Durão Barroso. Mas os analistas não acreditam que Bruxelas possa convencer Washington da justeza da causa. Os Estados Unidos são o principal contaminador do planeta e têm-se recusado a subscrever o protocolo de Quioto.