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Justiça belga poderá convocar príncipe Laurent como testemunha no caso de desvio de fundos da marinha

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Justiça belga poderá convocar príncipe Laurent como testemunha no caso de desvio de fundos da marinha

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O príncipe Laurent da Bélgica poderá ser chamado a testemunhar no processo da fraude na marinha belga, nos anos noventa, que começa a ser julgado hoje em Hasselt, cidade a cerca de 80 quilómetros a Leste de Bruxelas. O filho mais novo do príncipe herdeiro, Filipe, é acusado por alguns dos réus de conhecer o caso e de ter beneficiado de 175 mil euros, dos mais de dois milhões de euros desviados, para obras na sua casa de Tervuren, na periferia de Bruxelas, para a sua Fundação e associações de defesa dos animais que gere.

Noël Vaessen, antigo conselheiro do príncipe Laurent e um dos 12 réus, está na origem do escândalo e do pedido de comparência do membro da família real no tribunal. Garante que o “dossiê é falso, não houve instrução, mas uma construção”. Sobre as recentes declarações na imprensa, diz “não queria chamar a atenção do príncipe” mas fazer-se ouvir.

O príncipe Laurent, 43 anos, rejeita as acusações, mas a sua comparência como testemunha será decidida pelo tribunal, depois do governo e do rei Alberto Segundo terem dado autorização, mediante decreto especial. O processo tem também uma dimensão política. Vários partidos, defensores de uma maior autonomia ou independência da Flandres, aproveitam para pôr em causa o futuro da família real e a unidade da Bélgica.