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Japão cria Ministério da Defesa

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Japão cria Ministério da Defesa

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O Japão tem a partir de hoje um Ministério da Defesa e um ministro encarregue da pasta. Um acto de forte simbolismo para um país que, desde a II Guerra Mundial, renunciou a participar numa guerra. Nos últimos 60 anos, o Estado nipónico teve apenas uma agência de Defesa , cujo chefe não tinha estatuto de ministro. Hoje foi o próprio responsável dessa agência, Fumio Kyuma, que foi promovido a ministro da Defesa, o primeiro que o país conhece nas últimas seis décadas. A criação do ministério foi uma proposta da maioria conservadora, nascida num governo que tem pela primeira vez um primeiro-ministro que não conheceu o último conflito mundial.

Shinzo Abe explicou na cerimónia de inauguração do ministério que esta transição mostra ao mundo a maturidade do Japão enquanto nação democrática e a confiança no controlo civil, bem como a intenção de desempenhar um papel importante nos esforços de manutenção da segurança na região.

Em 1947, o Japão tinha introduzido na constituição o célebre artigo 9, no qual renunciava para sempre à guerra. Para poder participar em missões de paz no estrangeiro, o artigo foi revisto abrindo a possibilidade de resposta em caso de ataque exterior.

Esta reforma insere-se na nova política de defesa do arquipélago, confrontado com o poderio da China e a ameaça nuclear da Coreia do Norte.