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UE planifica futuro energético com NABUCO

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UE planifica futuro energético com NABUCO

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Este Inverno é o petróleo, em 2006 foi o gás. A Bielorússia ameaçou na altura cortar as exportações de gás russo para a Europa, 20 por cento das quais passam pelo seu território. O contencioso entre Minsk e o gigante Gazprom sobre a subida do preço do gás, acabou por fazer dos europeus reféns, nomeadamente a Lituânia, a Polónia e a Alemanha, sendo resolvido apenas no último minuto.

Um braço de ferro no mesmo estilo, entre a Rússia e a Ucrânia, que encaminha 80 por cento do gás para a Europa, já tinha afectado os europeus em 2005. O fornecimento de gás à Áustria, à Hungria e à Polónia foi perturbado pelo corte do aprovisionamento da Gazprom à Ucrânia. A disputa sobre os os preços do transporte e os preços do gás entre Moscovo e Kiev já ultrapassou a lógica comercial para passar à política.

Alguns países da antiga União Soviética, como a Geórgia, consideram que a subida das tarifas da Gazprom é uma arma política utilizada por causa da aproximação ao Ocidente. Em Janeiro de 2006, a Geórgia sofreu cortes de gás devido, segundo Moscovo, a explosões num gasododuto.

Com 30 por cento das reservas mundiais de gás que exporta através do monopólio de Estado constituído pela Gazprom, a Rússia tornou-se num incontornável fornecedor da União Europeia: 24 por cento do total de aquisições. Para tentar diversificar as fontes de fornecimento, a União Europeia lançou o projecto de construção NABUCO, um oleoduto que liga o Mar Cáspio à Europa Central. Mas não estará pronto antes de 2012. A UE importa mais energia do que exporta. A dependência de hidrocarburetos hipoteca o seu futuro e os desafios ligados às mudanças climáticas começaram a dissipar lentamente o tabu sobre a energia nuclear.