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Arménia escapa à "guerra da energia"

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Arménia escapa à "guerra da energia"

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No meio da guerra do gás entra a Rússia e a Bielorrússia, que está a afectar toda a Europa, um país mantém-se completamente ileso, graças à independência neste sector obtida há 14 anos.

Falamos da Arménia. Aqui, a economia cresceu quase 13% no ano passado. O poder de compra da população cresce e é um exemplo em toda a região do Cáucaso.

Tudo isto nasceu com uma grave crise, em 1993, que levou à formação de um consórcio, constituído pelo Estado arménio, pela Gazprom e pelos Estados Unidos.

Karen Karkapetian, presidente deste consórcio, explica que “o mercado foi liberalizado e os arménios contam apenas com eles próprios neste sector. Está agora a ser construído um gasoduto entre a Arménia e o Irão”.

Todas as instalações energéticas estão a ser renovadas. As obras devem estar completas dentro de dois anos, graças a um investimento total de 300 milhões de euros.

A crise obrigou, na altura, a um racionamento. O uso de electricidade foi limitado a apenas 14 minutos por dia. Como a necessidade aguça o engenho, o país está agora a dar cartas como exportador de energia. As máquinas, muitas delas em via de ser substituídas, produzem electricidade suficiente para a Arménia e para o mercado da exportação.

Este é um exemplo de como, através de uma improvável união entre os interesses russos e norte-americanos, um país se tornou independente das batalhas em torno da energia, que ameaçam o fornecimento em vários países da Europa.