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Iraque opõe Bush ao Congresso dos EUA

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Iraque opõe Bush ao Congresso dos EUA

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A maioria democrata tomou posse no Congresso norte-americano, decidida a oferecer resistência à política de George W. Bush, começando pelo Iraque.

Face à “teimosia” do chefe de Estado, a nova líder da assembleia, Nancy Pelosi, mostra uma firmeza que não está, no entanto, livre de alguma “impotência”: “Se o presidente se decidir, no seu pedido orçamental, por uma escalada na guerra, queremos perceber o que já está no terreno para apoiar as tropas que lá estão. Se quiser adicionar a esta missão, terá que justificar esse aumento.”

Bush tem as suas próprias prerrogativas. É o chefe do Exército e pode vetar as leis votadas pelo Congresso. Pode emitir decretos sem o aval da assembleia e está convencido que a sua estratégia representa a salvação do Iraque e dos seus dois últimos anos de mandato.

O analista Christopher Preble diz que “o presidente acredita que esta estratégia ajudará a alcançar a vitória; ele ainda fala em vitória, ainda acredita que é possível uma vitória no Iraque”.

Actualmente, estão 132.000 soldados norte-americanos no Iraque. O número de militares mortos ultrapassa já os três mil.

A guerra custa aos Estados Unidos mais de oito mil milhões de dólares por mês e absorveu, desde Março de 2003, 350.000 milhões de dólares.

“Algumas pessoas chamaram a atenção para o facto de que outras guerras civis demoraram bastante tempo a resolver-se: 6, 10, 12 anos, às vezes mais… Os três intervenientes no conflito acreditam que podem vencer através da violência e ainda não estão dispostos a abdicar disso”, defende Preble.

De facto, a margem de manobra dos democratas – opostos ao reforço das tropas – é relativamente limitada.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnel, não acredita que tomarão medidas drásticas: “As ferramentas do Congresso para controlar de certa forma a guerra são bastante limitadas. O que poderia fazer – embora não acredite que o faça – é cortar o financiamento para as tropas.”

Uma hipótese que parece de facto pouco provável já que os democratas, com um olho nas próximas presidenciais, não podem deixar passar uma imagem de fraqueza em termos da política anti-terrorista, nem comprometer a sobrevivência dos militares no terreno.