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Parlamento começa novo ano com sessão plenário agitada

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Parlamento começa novo ano com sessão plenário agitada

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A próxima semana será bem agitada, no Parlamento Europeu, com 53 novos eurodeputados, da Bulgária e da Roménia; um novo grupo de extrema-direita; a mudança na presidência do hemiciclo e a apresentação das prioridades da presidência alemã. Entre elas, o relançamento da Constituição Europeu, uma tarefa que Joseph Daul, novo presidente do grupo dos populares, não considera fácil. “Creio que, no que toca à Constituição, por parte da chanceler e do futuro presidente Poettering, há a vontade de tentar avançar. Mas é preciso respeitar os países que já a adoptaram, encontrar uma solução para aqueles que ainda não o fizeram e também para aqueles que a recusaram – e isso vai provavelmente ser mais difícil”, admite este francês.

Angela Merkel apresenta o seu programa na próxima quarta-feira. Mas não terá um semestre fácil, tendo em conta as eleições na Holanda e em França, países que rejeitaram a Constituição Europeia. O analista Karel Lanoo defende que a Alemanha deve abstrair-se disso. “É óbvio que as eleições francesas, tal como já foi dito, não vão deixar fazer muito, nos primeiros quatro meses. Espero que não seja uma desculpa para, digamos, nao interferir no debate francês. Na minha opinião, não deviam preocupar-se muito com isso. A França é só um dos 27 Estados membros e há 25 outros dos quais a Alemanha deve ocupar-se”, afirma este politólgo do Centro de Estudos de Política Europeia.

O outro ponto alto da sessão plenária deste mês será a eleição do novo presidente do Parlamento. Tendo em conta o acordo prévio entre socialistas e populares, tudo indica que o conservador alemão Hans-Gert Poettering será eleito para substituir o socialista espanhol Joseph Borrel, que assumiu o cargo nos últimos dois anos e meio – isto, apesar de outros grupos apresentarem também os seus candidatos.