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Contra a ETA, marchar, marchar

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Contra a ETA, marchar, marchar

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No País Basco como em Madrid, milhares de espanhóis e não só, descem às ruas para condenar a violência da ETA. Em Bilbau, no País Basco pelo menos 10 mil pessoas uniram-se numa marcha silenciosa “pela paz e pelo diálogo”. Uma manifestação onde não participam o Batasuna e o PP.

O protesto foi convocado pelo chefe do governo basco, Juan José Ibarretxe e todo o executivo esteve presente.

Para o presidente do Partido Nacionalista Basco, Josu Jon Imaz, a adesão ao protesto prova a aposta dos bascos na paz e reforça a exigência à ETA para que acabe com a violência.

“Hoje nas ruas de Bilbau soa um clamor, uma exigência para que a ETA, de uma vez por todas e definitivamente acabe com a violência e o terrorismo. É também uma aposta clara do povo basco pela paz”.

Às 6 da tarde, em Madrid, arrancou outra manifestação, organizada pelos sindicatos e associações de equatorianos em Espanha. O Partido Popular, na oposição, também não se associou a esta “marcha pela paz, a vida, a liberdade e contra o terrorismo” por considerar que “não é claro” o que se pretende.

Mesmo assim os organizadores afirmam que muitos membros do PP acabaram por vir:

“Recebi milhares de e-mails de militantes do partido popular que estão aqui”.

A Corunha, Pamplona ou Saragoça foram outras cidades palco de manifestações contra a ETA.

O cessar-fogo permanente declarado pela ETA em Março foi brutalmente interrompido a 30 de Dezembro com um atentado no Aeroporto de Barajas em Madrid que matou 2 cidadãos do equador e levou o governo espanhol a colocar um “ponto final” no processo de paz iniciado com a organização.