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Ex-patrões da Swissair no banco dos réus

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Ex-patrões da Swissair no banco dos réus

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Os antigos executivos de topo da Swissair chegaram à barra do tribunal, em Zurique. A antiga transportadora aérea de bandeira deixou de voar em 2002, altura em que abriu falência. Antes, em Outubro de 2001, tinha já sofrido uma interdição de voar que durou dois dias. O caso foi alvo, recentmente, de um documentário que reacendeu a polémica sobre quem foi, afinal, responável pelo afundamento da Swissair. Os três últimos presidentes da companhia e o antigo homem forte do banco Crédit Suisse encabeçam a lista de 19 arguídos, acusados de gestão danosa.

Para muitos dos lesados, este processo chega tarde. Roland Born foi co-piloto na Swissair e trabalha hoje para a companhia que lhe sucedeu, a Swiss: “Não espero grande coisa deste processo. Ele chega demasiado tarde, uma vez que as causas da falência remontam a uma altura bastante anterior à que está a ser debatida no tribunal”.

Quando abriu falência, a holding SAir era composta por 270 empresas. O plano de reestruturação, aprovado em 2001, terá levado as dívidas a aumentar para os 11,5 milhões de euros, isto depois de ter recebido uma ajuda estatal no valor de 2,6 milhões. A bancarrota causou o fim de 5000 postos de trabalho.

Desaparecida a Swissair, nasceu uma nova companhia, baptizada Swiss. Depois de alguns anos de dificuldades financeiras, a empresa foi comprada pela alemã Lutfthansa e está agora a apresentar resultados positivos. Isso não apaga erros de gestão da antecessora, como a engenharia financeira feita em 2000 para disfarçar os prejuízos, ou uma ajuda paga à belga Sabena, numa altura em que a Swissair passava já por graves difuiculdades. Neste primeiro dia de audiências, o mutismo foi a palavra de ordem. Os principais arguídos recusaram-se a responder às perguntas dos acusadores.