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Novo presidente equatoriano promete ajuste de contas com o FMI

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Novo presidente equatoriano promete ajuste de contas com o FMI

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Pela segunda vez em menos de uma semana a investidura de um líder sul-americano transformou-se numa tribuna anti-norte-americana. Depois da Nicarágua, foi a vez do Equador assistir à tomada de posse de um novo presidente de esquerda, Rafael Correa. O economista de 43 anos prometeu por fim à influência de grupos e organizações económicas como o FMI que acusa da elevada dívida externa do país.

Correa afirmou que vai convocar para o dia 18 de Março um referendo à criação de uma assembleia constituinte, com plenos poderes para rever a lei fundamental e lutar internamente contra a corrupção política.

Com uma dívida externa equatoriana orçada em 10 mil milhões de dólares, o novo presidente pretende encontrar uma solução para o problema, no reforço dos laços económicos com outros países sul-americanos como a Venezuela, o Brasil, a Bolívia ou a Argentina.

Um bloco situado à esquerda e sob o signo do “Banco do Sul”, um projecto do venezuelano Hugo Chavez, que tem por objectivo criar um contra-peso ao FMI e à influência económica de Washington.

Correa propôs ontem a criação de um tribunal internacional para supervisionar o pagamento da dívida externa dos países sul-americanos, parte da qual considerou ser “ilegítima e resultante de situações duvidosas”.